quarta-feira, 13 de junho de 2018

Mia Sofredora Sheridan – Sign of Love: Sagitário - A Voz (do coração) do Arqueiro

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Rutinha está a procura de um lugar para chamar de seu e dar início à sua nova vida, pois está sem rumo e desesperada para encontrar um prumo após sofrer uma tragédia pessoal, daquelas de te fazer perder a direção. Envolta num mar de solidão e desespero sai em direção ao seu destino e agarrando-se às boas lembranças de sua infância acaba indo parar numa cidadezinha à beira de um lago, lá nos confins das terras do Tio Sam. 

Logo de cara esbarra num jovem barbudo, cabeludo, esfarrapado, calado e com aparência de indigente, porém com olhar inteligente e cheirando a limpeza. Além de Rutinha ficar intrigada com sua aparência bizarra e seu olhar envolvente, ela também sente um ziriguidum de ternura rondar o sio cuore.

Pergunta daqui, xereta dali, ela descobre que seu nome é Tonho da Lua e que, devido a um acidente insano quando criança, ele não só ficou órfão como ainda perdeu a voz! Diante dessa tragédia ele vai morar com Tio Mulder seu único parente vivo, que acredita piamente que há um complô mundial interestelar que o faz viver num Mundo di Bob, cercado de Arquivo X. Ele tem como líquido e certo que qualquer descuido pôde fazer com que seu cérebro seja abduzido por um papel alumínio ou que uma ida ao dentista pode lhe dar de brinde um chip implantado! 

Foi nesse mundo surreal que Tonho da Lua foi criado. Ele que já era uma criança retraída, se torna ainda mais fechado. Tio Mulder é o único ser humano com quem ele socializa ao longo de toda a sua vida. Após a morte de seu tio Tonho da Lua que já era invisível, se torna transparente. Diante de sua aparência incomum, seu mutismo constante, sua inabilidade social e sem ter como se comunicar ou interagir, isso faz com que todos na cidade achem que ele é um Tonho da Lua sem noção, sem entendimento, sem emoção, sem discernimento e sem compreensão.

Na esperança de se comunicar com outros seres humanos, Tonho da Lua aprende sozinho a linguagem dos sinais na esperança de achar uma alma pra confraternizar, mas infelizmente nunca encontrou alguém que achasse que valia a pena "perder" tempo parar e conversar com ele ou que se sensibilizasse com sua condição para que pudesse colocar em prática esse aprendizado... até ele encontrar Rutinha!

Rutinha imediatamente se interessa por Tonho da Lua, pois vislumbra um olhar de inteligência e sente um sentimento de compreensão com sua necessidade. Ele está emocionado e encantado, pois durante toda a sua vida Rutinha é a única pessoa que enxerga que há alguém atrás daquela aparência desgrenhada e do seu constante mutismo. 

Ele se emociona ao ver que finalmente aos 23 anos consegue achar alguém que se importe com ele, finalmente consegue se fazer entender e interagir com outro ser humano. A cidade nunca se importou em conhecer as suas necessidades, era mais fácil o considerarem um Tonho da Lua, pois assim se isentavam da responsabilidade de tomar alguma atitude. Ninguém imagina que ele sabe ler que dirá que foi alfabetizado e letrado por Tio Mulder que, diga-se de passagem, era um louco esquizofrênico psicótico, mas que durante seus momentos de lucidez era extremamente inteligente.

Eis que dá-se inicio a uma linda, singela, emocionante e surreal Love Story entre Tonho da Lua e Rutinha. Nesse caso foi o Hominho di Papel que foi colocado à margem da sociedade e precisa de todo e qualquer auxilio pra desbravar essa selva de pedra de emoções e de costumes que ele nem sabia que existia.   O que pra gente é simples e clichê pra ele é um complexo bicho de sete cabeças. Como desgraça pouca e bobagem ele ainda tem inimigos entre os seus familiares o que torna sua vida mais árida, sofrida e miserável.

Rutinha sente uma conexão imediata com ele. Sabe aquele ditado... "Toda panela velha tem a sua tampa" ou "Sempre há um chinelo velho para um pé cansado?" Pois bem, Rutinha foi feita sobre medida para entender e ser a intérprete das necessidades e anseios de Tonho da Lua. 

Rutinha introduz Tonho da Lua num novo e fantástico mundo, ele nunca foi abraçado, que dirá amado. Diante de tanta devastação emocional, ela lhe mostra as coisas da vida e, não só lhe tira o lacre, como ainda lhe ensina o B-A-bá do dois pra cá dois pra lá da dança do crioulo doido. Ele demonstra ser um aluno excepcional e aprende com maestria todos os macetes pra ingressar nesse maravilhoso mundo de phodas e orgasmos múltiplos.

É uma estorinha atípica, confesso que nunca li nada igual, cujo Man não só é uma paria da sociedade como ainda não teve nenhuma informação sobre as mazelas e os prazeres da vida. Torci o tempo todo por sua felicidade e rezava aos Deuses do Olimpo para que ele encontrasse a felicidade e, se possível, voltasse a falar! Sua solidão me doeu na alma!

2 comentários:

  1. Parabéns pela sua resenha. Nunca me interessei pelos livros dessa escritora, mas agora me deu vontade de ler. Como sempre você arrasou na escrita. Tem certeza que não é escritora?

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    1. Marlene...
      Essa escritora me surpreendeu pela desgraceira sem fim de seus Hominhos di Papel. Chega a doer a alma de tanto sofrimento! Mermã sou escritora sim, escritora confessa de sandices!

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