terça-feira, 23 de agosto de 2011

O herói de Maggie (CH 208) – CAROLYN Meigamente DAVIDSON



Em 1870 em pleno meio oeste americano, a vida não era um mar de rosas mas sim uma coroa cheia de espinhos, pois as dificuldades eram tantas nesse mundo inóspito que chegavam as raias da miséria. Muitas vezes para sobreviver você tinha que vender o almoço para comprar a janta, isso quando não tinha que leiloar o próprio corpo pra não morrer de fome e inanição

Nessa dura realidade pra lá de Bangladesh, a Adriana tem a sensação angustiante de estar bem no meio da fome e do racionamento de um país africano, a Boattini sente que o ambiente é semelhante ao egocentrismo da guerra insana do Oriente Médio.

Nesse ambiente “acolhedor” vive, num duro deserto emocional nesse faroeste pra lá de Caboclo, Gazela a nossa sofrida, desgastada e alquebrada mocinha que mora num mukifo fétido e imundo de dar gosto a um ser bem imundo.

Nesse Bang Bang irracional que beira as raias da miséria humana descomunal, ela vegeta morta de fome envolta num verdadeiro mulambo emocional num Zimbábue di Papel, onde tudo parece ser permitido mesmo que seja espancando até a morte uma moglie da família com a omissão de todos os vizinhos.

Ela mora com a mãe Maria da Penha, o pai Espancador Covarde e suas duas irmãs Fugida e Deu no Pé, eles vivem nos confins desse inferno dito “civilizado” onde o Men da casa pode tudo, desde ser Espancador até ser ditador dessa pequena pocilga, tendo o direito irrestrito de sempre comer mais mesmo que para isso as moglie da família morram pelo caminho.

Lá quando falta comida... Espanca as filhas. Falta o que fazer... Espanca a pobre Maria da Penha. Faltou cana brava... Espanca Gazela. Quando as filhas fugiram pra bem longe como o diabo da cruz... Ele Espanca  quase até a morte Maria da Penha e quase mata a sofrida Gazela, ou seja, ele nem precisa de desculpas pra usar e abusar de toda a família. 

Chega uma hora nessa vida de misérias e os contínuos e constantes Espancamentos, que Gazela não aguenta mais ser o saco de pancadas particular preferido desse pai Lazarento, abusivo, repulsivo e um Espancador Covarde do Caráaaglio.

Ela foge desse inferno como uma Gazela assustada e apavorada, com a esperança de conseguir escapar dessa sorte triste em outro lugar qualquer, desde que não seja embaixo do mesmo teto desse pai Lazarento e horrível, ela foge desesperada desse pardieiro com esperanças de ser feliz algum dia.

Próximo das cercanias mais especificamente na fazenda Shangrilá vive Encantador, ele é o proprietário desse oásis no meio de tanta sordidez miserável, nessa terra sem lei e sem ordem desse Bang Bang Lazarento, onde apesar de ser um cowboy e um fazendeiro rústico, ele tem uma conduta ilibada e um coração coberto e repleto de carinho e ternura.

Ele leva um susto ao encontrar essa Gazela tão assustada, espancada, roxa, cheia de hematomas e amuada no seu celeiro como se fosse um bichinho acuado, ou melhor, como uma pessoa que já sofreu e já foi muito espancada nessa vida por um Men Lazarento, quem dirá pelo próprio pai Desgracento.

Ela é tão arisca que foge apavorada como uma Gazela amedrontada ao primeiro sinal de contato humano, mas sem se deixar vencer ele usa de artifícios Encantadores e consegue com muita paciência, amor e carinho devolver a confiança ao ser humano a essa alquebrada e judiada alma di Papel.

Ele é a estirpe e o sonho Encantador de qualquer mulher que ambiciona ter um Men di Papel dessa qualidade, quiçá encontrar um desse calibre na vida di Verdade, ele é muy além da imaginação de qualquer uma de nós mesmo que seja no papel.

Ele, com extrema dedicação e carinho, devolve a ela a autoestima perdida, ou melhor, a que ela nunca teve na sua Lazarenta vida. Como um ser extremamente Encantador e abnegado, cuida e trata dela como se fosse um bichinho sofrido e castigado por uma vida injusta, miserável, judiada e sofrida.

Ela foge dele ou de qualquer outro Men que se aproxima e só começa a perder o medo do contato humano ao ver que ele só a trata com carinho e consideração, além de falar muito mansa e meigamente como se ela fosse uma Gazela assustada e acossada pela vida.

Ela não sabe o que é um agrado uma vez que, para ela, uma mão levantada é sinônimo iminente de espancamento intermitente e contínuo, por isso, para tocá-la ele tem que vir comendo pelas bordas cheio de consideração, respeito, vindo de mansinho cheio de um Encantador e adorável carinho.

Quando ele fica a par de todo o babado Lazarento que ela sofreu desde sempre pelas mãos daquele que deveria cuidar e nunca maltratar, ele fica Phodido, revoltado, amargurado, ensandecido e com o estômago revirado ao ouvi-la dizer...

—Nunca mais deixarei um homem encostar a mão em mim para me bater novamente. Antes eu o matarei! O que esse Encantador Men di Papel diz??? O que? O que? O que pelo amor de Deus???

—Eu farei isso por você Maggie!

Dá-se início a uma das estórias mais singelas e puras que eu já tive a sorte e o prazer de ler. Se ele fosse um Men di Papel da atualidade você já cairia di Quatro babando ensandecida por ter a sorte grande de encontrar um Men desse calibre em sua vida mesmo que somente no papel.

Mas se falando de 1800 e bolinhas ele é magnânimo em sua ternura, carinho e compreensão das mazelas sofrida por essa Gazela. Ele um rude cowboy porém com um coração de ouro, a ensina a fazer desde a mais simples atividade rural até a se deixar ser acarinhar e beijada cheia de amor e confiança!

Ela que sempre teve seus vestidos maltrapilhos feitos de sacos de estopa, fica encantada quando ele lhe dá o mais singelo pente, um lindo vestido além de atender todas as suas necessidades básicas nem que para isso tenha que mudar a arquitetura da própria casa para melhor acomodá-la. Para que ela aceite tudo isso, ele tem que se comprometer a lhe dar "trabalho" para que ela possa “pagar” todo esse luxo cheia de orgulho e dignidade, mesmo que pagar tudo isso seja impossível.

Ele a ensina a comer, a se vestir, como se comportar, como viver sem medo de errar muito menos de apanhar, Encantador a ensina a ler, a tocar violão, a cantar e principalmente a viver como uma pessoa amada, adorada e livre repleta de muito carinho, amor e respeito!

Adriana ficou realmente com lágrimas nos olhos quando ela, ao se ver vestindo roupas dignas, podendo repetir a comida quando antes nem podia comer, estando ao lado de um Men que a respeita e a trata como um ser humano de primeira classe e por isso dando toda a atenção a um ser delicado e especial. Ela sem acreditar diz...

—Acho que morri e fui pro céu!

Sinceramente, agradeço a Tininha por ter indicado esse deleite de leitura, mesmo que para isso lágrimas cheias de ternura tenham rolado pelos olhos lacrimosos e chorosos da Boattini!

Se essa for realmente a dura realidade dessa época de 1800 e bolinhas desse Faroeste insano, a Adriana confessa que nada... NADA mais fará com que ela sonhe com esse mundo cheio de Cowboys e Xerifes, mesmo que eles sejam elegantes, charmosos e Phodidos! Porque naquela época a vidar era dura... Bota dura nisso!

Definitivamente Boattini, esse Encantador é um dos Men di papel mais abnegado e altruísta que eu já li, além do que Gazela é uma das mulheres di papel mais miserável, extenuante, alquebrada e sofrida que já li nessa minha Lazarenta vida!

Ohhh que bom que eles se encontraram e foram felizes Men!

2 comentários:

  1. Boatinni, sugiro que você leia outros livrinhos da autora. Eu, na minha simples e singela opinião (redundante?), acho todos seus homins lindos de morrer. E não estou falando de beleza exterior. Gosto muito dos livros

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  2. Márcia, já estou providenciando a leitura!

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