Cética aos quarenta e um anos se
considera feliz, tem um antiquário que lhe proporciona viagens em busca de
novas descobertas, uma linda filha Aluada uma adultescente de 23 anos, um
ex-marido gentil, atencioso e Sossegado que apesar de todas as suas qualidades
infelizmente não conseguiu conduzi-la ao caminho dos tijolinhos amarelo da
felicidade.
Durante toda a sua vida, ela lutou
contra os delírios insanos de sua mãe Avoada que acredita fielmente que as
forças cósmicas são responsáveis pela felicidade da humanidade e que, junto com
sua filha Aluada, faz com que ela delire e se enerve por seu modo de ser tão
Cética, inclusive ela nem tem muita certeza das forças superiores que nos regem
no dia-a-dia.
Ela não consegue conceber a ideia de
que ela se sujeite a ficar sem amor por estar a tantos anos sozinha, não tendo
sequer um cobertor de orelha para aquecê-la nas longas noites de inverno e, o
pior de tudo, é ela se conformar e se sentir feliz nessa condição.
