Once upon a
time... Há longínquos milênios vive ops sobrevive o nosso Hominho di
Papel. Ele é um homem das cavernas que habita uma terra inóspita, selvagem
e muito perigosa. Sua vida é árida e solitária, uma vez que sua aldeia foi
dizimada e agora é somente ele, Deus e os animais pré-históricos.
Com seus parcos
conhecimentos e quase nenhum recurso ele tenta sobreviver, mas confesso que
está difícil. A falta de ferramentas, o fato de não tem companhia, o clima
severo e as exíguas condições do local, o deixam deprimido e ele perde a
vontade de viver, afinal... Pra que sobreviver sem ter com quem
compartilhar as mazelas e que lhe dê forças para suportar essa vida tão sofrida e
solitária?
Já sem forças
por estar tantos dias sem comer, com o estômago nas costas e com o intestino devorando seu fígado. Ele faz uma última tentativa e verifica se tem alguma caça presa em sua armadilha e, pra sua surpresa, capturou uma
fêmea... Humana!
Ela é estranha e
muito diferente de tudo e qualquer coisa que ele já tenha visto. Suas roupas
são uma incógnita com formas e matériais que ele nunca viu, mas o que realmente
o incomoda é que ela é mais barulhenta que um papagaio, o que o deixa com dor
de cabeça, mas apesar dos pesares ele sente um sopro de esperança rondar o sio
cuore ao perceber que agora tem companhia. Com certeza ela deve ser o seu
tão sonhado Casal Sagrado do Caraaaglio. Graças a Deus! Agora ele não vai mais
ficar sozinho!
Apesar de
inteligente, ele é tão primitivo que ainda não desenvolveu as habilidades da fala.
A duras penas consegue compreender algumas poucas palavrinhas. Através de
grunhidos, rosnados e mímicas ele tenta fazê-la entender que vai escurecer e é muito
perigoso permanecer nesse local, ainda mais ela fazendo tanto barulho, o que
vai acabar atraindo sabe-se Deus quantos animais famintos.
Apontando para si,
ela se apresenta...
— Papagaia!P a...Pa...Gaia!
Depois de muito
penar, ele finalmente compreende que esse é o seu nome e tenta repetir...
—Pa...Pa...Ga...Ga...Gaia!
Gaia? GAIA!
Apontando para si balbucia...
— Tcha... Tcha...
Tchaca! TCHACA!
Ela foi parar
numa época em que a roda ainda nem tinha sido descoberta, ele não conhece nem o mais rudimentar dos apetrechos, quiçá as ferramentas básicas de sobrevivência. Ela literalmente
se vira nos 30 demonstrando uma inteligência de Einstein, espírito de
McGiver e ideias de Beakman ao resolver os problemas básicos do dia-a-dia.
Gaia consegue driblar as dificuldades e, a duras penas, percebe que foi
parar nos confins do Elo Perdido!
Devido a inaptidão
de Tchaca de se comunicar, um diálogo monossílabo vai ser recorrente durante
toda a estorinha. Ela faz altos monólogos que ele não entende patavina, a única
coisa que ele consegue é a tal da dor de cabeça, mas ponderando os prós e os
contras, chega à conclusão que esse é um preço muito pequeno a pagar para ter a
sua companhia.
By the way... Nem
eu nem você iremos saber exatamente o que Gaia fala, pensa ou sente. Apenas iremos
deduzir e fazer conjecturas, uma vez que o livrinho é todo narrado sob a perspectiva
de Tchaca. Você irá ouvir sua emoção mais profunda, o grito de desespero dos
seus pensamentos, sentirá o medo quer ele sente só de imaginar que pode perder a sua
companheira. Se comoverá com sua angustia pra provar que ele é capaz de ser um
bom provedor e que, não só pode cuidar dela como também de todos os seus futuros
filhos.
Seu desejo
recorrente é de lhe "fazer" um filho, pois a seu ver essa é a única
maneira deles terem um futuro nesse lugar pré-histórico e tão phodido e com
condições tão sub-humana. Tchaca mal sabe fazer o "O" do fundo do
copo do dois-pra-cá dois-pra-lá da dança do criolo doido, mas com uma professora
tão dedicada e um aluno tão aplicado, eles fazem a lição de casa do soca martela marreta com criatividade e maestria.
Muitas vezes
fiquei com "toque" com a falta de higiene e com uma vontade insana de
lhe enviar um Sedex 10 com um kit de higiene contendo álcool gel, água sanitária,
lencinhos umedecidos, shampoo, sabonete, escova de dentes...
Tentei me colocar
no lugar de Gaia, mas não sou uma pessoa tão forte e obstinada pra sobreviver nesse ambiente com tantas mazelas. Acredito que definharia e morreria de
fome, pois não tenho estômago ou paladar pra essa comida ”dinossaurica”.
Acho que também vou incluir na encomenda alho, azeite, pimenta,
condimentos quiçá um ketchup pra tornar mais tragável a gororoba que eles
comiam. Ops... Acho que vou ter que fretar um avião pra entregar toda essa
mercadoria!
O livro tem tudo
pra dar errado. Uma combinação esdrúxula cujo casal tem uma diferença
de milhares de séculos, não há conexão mental nem mesmo se falam e os hábitos sáo diametralmente
opostos. Há um buraco negro cultural os separando. Vivem sem quaisquer condições
sanitárias. E eles só se
comunicam através de caras e bocas além de grunhidos, mímica e gemidos. Além do que... Tchaca é Neanderthal e Gaia Homo Sapiens!
Não há um único diálogo
nessa estorinha, mas isso não te impede de tentar arduamente adivinhar os
anseios, desejos, medos e aflições de Gaia. Um caldeirão improvável que poderia
dar errado, mas milagrosamente essa mistura pouco ortodoxa se transforma no
mais lindo livrinho e na mais tenra estória de amor!
Você ri, chora,
lamenta e se condói com todas as mazelas e sofrimentos que eles passam e torce,
fervorosamente, por um final feliz. Fica angustiado e com o coração partido quando
ela tem que escolher entre o Amor, apesar das dificuldades inenarráveis do
presente, ou a tecnologia e a comodidade do futuro!
Durante todo o livrinho fiquei encantada com a trama e com o carisma dos personagens. Isso justifica o medo que rondou o mio cuore de que ela perdesse a mão fazendo com que o final fosse tosco, o que acabaria de vez com a minha alegria.
Faltando poucas páginas para terminar, fico ansiosa ao ver que ainda não tinha as respostas à todas as minhas dúvidas, mas nos 48' do segundo tempo elas são respondidas a galope, mas magistralmente e com tanta maestria.
Faltando poucas páginas para terminar, fico ansiosa ao ver que ainda não tinha as respostas à todas as minhas dúvidas, mas nos 48' do segundo tempo elas são respondidas a galope, mas magistralmente e com tanta maestria.
A autora não só amarrou todos as pontas soltas como ainda conseguiu fazer um gol de placa ao dar um final glorioso e surpreendente pra essa estorinha! Eu nunca teria pensado num final tão emocionante e inusitado quanto esse. Só sinto por ela não ter se estendido um pouco mais para que pudéssemos saborear com mais calma e por mais tempo essa adorável e memorável estorinha.
Terminei o livro
aos prantos. O sentindo de desolação, abandono e ternura foi tanto que, não
querendo ainda me despedir de Gaia e Tchaca, voltei para reler e saborear
vagarosamente o último capítulo. Confesso que ainda tenho lágrimas nos olhos e
um profundo sentimento de perda e desolação. Parece que perdi alguém muito
querido.
Comecei a ler com
o pé atrás, esperando um homem das cavernas ogro, bruto, animal, selvagem e sem
carisma, cuja única coisa que poderia me proporcionar, além do cascão e do mau
cheiro, seria piolho, lendia, chato, bicho de pé e carrapato, mas tive a mais
doce surpresa ao cair de amores e me apaixonar perdidamente por Tchaca, cujo único
desejo é fazer tudo o que estiver ao seu alcance para fazer sua companheira feliz, inclusive colocar as
prioridades dela acima de suas próprias necessidades. Esse homem das cavernas é um gentleman de tal magnitude, que ele consegue, de uma maneira brilhante, solucionar o nosso pior pesadelo feminino!
Chego à conclusão
que a autora foi muito feliz ao contar a trama através dos olhos de Tchaca, sem
nos deixar ver os sentimentos de Gaia, o que teria nos distraído. Sob essa perspectiva, fica claro o Amor
incondicional e o carinho incomensurável desse adorável Neanderthal.
Como todos sabem o
livro preferido da Adriana, o número um, o "The best of the best" e
que fez transbordar o mio cuore é "Lição de Ternura" da Sandra
idolatrada Salve Salve Canfield. A Boattini vai ter que pedir licença, pois não vai ter jeito, preciso dividir o pódio, talvez até
mesmo destituí-la dessa colocação ao dar o primeiro lugar ao imemorável "Transcendence" da Shay um
adorável Savage no mio cuore!
By the way estou
em dúvida se consegui deixar bem claro que a Adriana ADOROU esse livrinho!
Definitivamente ele se tornou o Hominho di Papel preferido da chorosa e
inconsolável Boattini!
Todos estão na
torcida pra o lançamento da mesma estória, porém sob a perspectiva de Gaia, com
todos os seus medos e angústias, mostrando seus sentimentos e ponto de vista, além de solucionar e resolver algumas dúvidas que ficaram durante a trama, uma vez que ele não entendia por não ter conhecimento tecnológico ou experiência de vida.
A Adriana se
despede saudosa desse adorável livrinho e a Boattini está com o coração
partido e em frangalhos, já com saudades desse sensível, honorável, idolatrado, salve salve Hominho di Papel. Esse livrinho é simplesmente um espetáculo! Uma maravilha!
Literalmente esse é o tipo de amor que é pra sempre e mais um dia, até que a morte os separe (e junte) forever
and ever. Esse love story mostrou que apesar das inúmeras diferenças de idade, de tempo, de era e de vida... Gaia e
Tchaca são verdadeiras almas gêmeas ao infinito... e além!
Adriana Snif... Snif...
Snif Boattiini
Oi Adriana, como senti saudades de seus escritos... está ótimo e... by the way, também amei o livro! Concordo que ter a perspectiva dele é o que tornou mais especial o livro! Estou repensando em ler, depois de sua resenha, mas a fila já está chegando em Marte! Continue nos deliciando com seus comentários! baci
ResponderExcluirOi amiga... Essa autora teve uma tacada de mestre ao mostrar somente o ponto de vista de Tchaca. Esse é único e singular. Nunca tinha lido nada parecido!
ExcluirOlá Adriana, adorei o livro, não tanto quanto você mais gostei muito, achei ótimo a autora narrar na perspectiva do Thaca e como muitos fãs espero também o livro pela visão da mocinha!
ResponderExcluirParabéns pela resenha!
Jaci... Vamos fazer um mizifi da hora, numa encruzilhada bem porreta para que ela escreva a versáo de Gaia o mais rápido possível!
ExcluirAdri...toda vez que vejo alguém falar desse livro, não consigo me conter de alegria por mais uma pessoa ter conhecido essa estória incrível. Já perdi as contas de qtas vezes o reli. Kkkkkkk Entendo totalmente seus sentimentos. Pq é mto maravilhoso.
ResponderExcluirMermãzinha, adorei que você voltou com suas resenhas. Senti muita saudade. Eu li esse livro logo que foi lançado e já não me lembro dos detalhes, mas sei que ADOREI. Espero que você se empolgue com outros livrinhos e escreva outras resenhas para nós. Bjs.
ResponderExcluirOhhh mermazinha... É sempre bom ter os seus conselhos e indicacáo de livrinhos. Fico muito feliz ao ver que vocë gostou e lisonjeada por sua apreciacáo!
ExcluirAdriboa como senti falta de suas resenhas! Bem-vinda de volta kkkkkkk
ResponderExcluirEu tive os mesmos sentimentos sobre esse livro, além de chorar horrores. Aguardando como todos o livro no ponto de vista da Gaia.
Parabéns pela resenha e principalmente pelo retorno estrondoso!
Bjks
Fefe... Muito obrigada pelo carinho. Vamos combinar? Que livrinho maravilhoso é esse? Me sinto seca e esturricada de tanto chorar. Em meio a tanta trama repetida, ele foi uma grata surpresa!
ExcluirBoa, vc simplesmente aguçou meu paladar com sua resenha. Estava eu quietinha aqui no meu canto lendo meus seals da Susan Stoker qd li sua resenha. Parabéns. Está linda, como sempre, divertida, e profunda, tocante. Me fez enxergar seu Tchaca de um jeito todo especial. Ainda não li este livro, tá na lista interminável dos livros a ler, mas chego lá...RS
ResponderExcluirSaudades de ler suas resenhas... Continue a nos brindar com sua pérolas.
Bjss
Tininha... Não gosto de recomendar a ninguém que fure fila, acho isso anti ético, mas nesse caso não só vale a pena como ainda vai encher de Ternura o sio cuore. Leia mermãzinha, vale a pena, muito a pena!
ExcluirQue bom que voltou com resenhas pra lá diboa Adriana,bjs.
ResponderExcluirObrigada querida. Fico feliz por ter sentido a minha falta.
ExcluirPuxa vida, Adriana! Quanto tempo! Eu senti saudades de suas resenhas divertidas e especiais... Mas, acho que esse livro é tão diferente que até mudou a sua narrativa. E... Eu adorei!
ResponderExcluirObrigada pelo seu retorno e por dividir conosco suas emoções literárias.
Feliz ano novo, querida!
Beijossssssssss
Oi amiga, um elogio vindo de você é sempre especial. Esse livro foi atípico, uma vez que não me permitiu fazer diálogos, mas isso não diminui em nada o seu valor. Fico feliz por você ter gostado, é um privilégio receber o seu elogio.
ExcluirBeijo! Beijo!
ExcluirBeijão!
ExcluirUm bacio no sio cuore minha linda!
ExcluirAdriana, senti falta das suas resenhas! Que bom que vc voltou. Vou colocar o livro na minha lista!
ResponderExcluirCristiane... Obrigada!
ExcluirMermã o livro é tão bom, mas tão bom que estou pensando seriamente em reler pra ver se, com outros olhos, percebo outros nuances!
Boa, vc como sempre foi mestra em resumir meus sentimentos por esse livro. É um amor puro como o do nosso querido livro Tim, mas mostrando a visão masculina da trama, algo difícil de acontecer com excelência. Parabéns Boa pela brilhante sinopse. Saudades dos seus resumos. Bjo no seu cuore
ResponderExcluirRoberta minha querida Lelis...
ExcluirO livrinho do Tim é lindo, o do Tchaka é maravilhoso! Esse é aquele tipo de livrinho que levaremos para sempre no nosso cuore!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOlá Adriana, eu estou lendo ele agora e pintou uma curiosidade: como é a geringonça que a mocinha faz para fazer que o transporte de coisas fique mais fácil? Se parece com o quê, você tem alguma ideia? Se sim me ilumine please, porque eu não consigo imaginar😁 Bjs
ResponderExcluirGrasiely... Eu imaginei algo como os coletores de arroz usam pra transportar. Tipo um cabo de vassoura de ombro a ombro, com duas redes penduradas em cada lado. Espero que tenha ajudado. Desculpe a demora em responder
Excluir👍
Excluir